Posts in Category: APP

Hoje acordei querendo empreender!

Porque? Porque fui a um evento que me fez pensar muito em quem eu quero ser quando eu crescer (profissionalmente falando) e em quem eu não quero ser também! E é sobre esse evento que vamos conversar!!!

Começou com uma inscrição pré-anunciada para o dia 10 de março (10 dias antes do evento) e eu pensei: porque não abriram as inscrições e estão fazendo esse suspense todo? Aí no dia 10, 20 minutos antes da hora marcada eu já posicionada no computador e logada no site (Sympla), na hora marcada eu cliquei em retirar ingresso, fiz todos os passos e pronto, estava lá meu ingresso… com 3 minutos de aberta a inscrição… aí percebi que já estavam esgotadas as inscrições: ASSUSTADOR (pensei eu), mas deve ser um evento bem restrito, ne? 100-200 pessoas no máximo… uau, e eu consegui!!!

Aguardei o dia do evento e no dia 20 de março lá fui eu pro Hotel Ouro Minas! No início do evento já fiquei sabendo que os ingressos esgotaram com 2 minutos e meio! Sim, isso mesmo! Mas que eu era uma das 1000 (isso, mil) pessoas que conseguiram ingresso! Jesuuuuus… 1000 pessoas em 2 minutos e meio… ok, vamos lá então, que comece o evento!

A decoração, música, luzes, tudo pensado para dar um ar de evento fantástico, até que entra no palco o Erick Krominski e como um animador de torcida (isso não é uma crítica, ok… eu gostei!) começa a apresentar os palestrantes… bom, aí vou falar dos palestrantes que mais me chamaram atenção e porque:

Ah, antes… foi apresentada uma agenda de eventos de tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior inacreditável… e a maior novidade do momento é: Foi anunciado que teremos Campus Party em BH ainda esse ano! (Se você não sabe o que é isso, veja aqui)

Bom, vamos às estrelas (diga-se de passagem que entraram no palco sempre com a música do Rocky Balboa rolando!! – mentira que você não sabe qual é a música, né? Clica aqui e não me faz passar vergonha)

Cid: O cara é uma figura… comediante mesmo, mas aí que tá o negócio, ele me fez pensar muito na informação/desinformação que hoje estamos vivendo na internet. “Qualquer pessoa acredita em qualquer coisa que está na internet”. O cara já morreu e ressuscitou na internet, a mãe dele acha que ele é pedófilo (brincadeirinha) mas o cara é demais! Ri e pensei muito!

Victor Salles: Cara, se você é o Victor Salles e está lendo isso, saiba que eu vou te procurar em breve! Gente, esse menino (disse a tia velha) é uma graça também, não no sentido de ser comediante, mas de ser foda! Ele é de uma empresa que conta histórias e prevê o futuro a partir do que está rolando nas redes sociais, li-te-ral-men-te!
E aí ele fez um questionamento que tá me cozinhando a cabeça até agora: “Como as pessoas passaram a se importar tanto com o que é falado nas mídias sociais?” e falou de coisas que ele (com a ferramenta desenvolvida por ele e sua equipe) já descobriu nas redes, como por exemplo quando no Carnaval em Salvador, localizaram uma bomba a partir do que estava nas redes, ou a Dilma já sabia que ela seria vaiada naquele dia no estádio, o Obama é o pioneiro disso tudo (novidaaaade) e o Serra é comedor (essa eu não lembrava mas ri muito).
Ai, amei ver como é possível mostrar a circulação das informações tão facilmente… onde, quando e como está circulando… e tudo automático, naaaada manual… e eu aqui com a Circulação do conhecimento científico como pauta do momento, como tema da tese, como motivo de respirar achei lindo ouvir ele falando disso com tanta calma e facilidade! <3

Cris Guerra: Puta que pariu (o blog é meu, eu falo o palavrão que eu quiser) pra história de vida dessa mulher liiiiiiiindaaaa! Gente, não tenho capacidade para contar como ela contou lá não, eu choraria se fosse contar pra alguém, mas procurem ler sobre essa diva! Sim, essa sim é diva!!! Apaixonei-me por ela, uma pessoa com uma puta história de vida e de superação de merdas que podem acontecer! Lindeza, queria você de chaveiro! “Quando o que você mais teme acontece, você está livre. Não precisa temer mais”. Cris Guerra, você é foda!

Wesley Barbosa: Think inside the box… humm.. será? Aí o cara que viveu 14 anos em uma favela e que hoje tem 30 e é o cara que criou a “Colheita feliz” (aquele jogo infernal que todo mundo jogava e que eu nunca entrei) é dos mais fodas também! Trouxe muitos conceitos interessantíssimos e foi o cara que mais me deu ideias do que eu ainda posso fazer pra crescer! Mas, principalmente é o cara que me contou que eu tô certa em dormir no meio da tarde, porque é quando você dorme que as suas ideias se organizam!!!uhuuuu E, contou também que o momento Eureka acontece exatamente quando o seu cérebro não está gastando energia para ter uma ideia fantástica… vc tá no banho, lavando louça, dirigindo… e ele tem toda razão!!! Mais uma frase bacanuda dele é “A necessidade é a mãe da inovação!” e também disse que necessidades são criadas… opa! Agradei demais!!! Ah, só mais uma frase dele que eu amei: “Contrate pessoas boas e as deixe em paz!” rá rá rá

Bella Falconi: cri cri cri

Israel Salmen: O Méliuz é bacana, ne? Eu não conhecia… e achei fantástico como que ele cresceu rápido! Em pouquíssimo tempo teve que mudar de casa (ele morava no apartamento que era a empresa) e hoje já tem 50 funcionários.. beeeeem bacana!!!

PC Siqueira: Eu já tava cansada, mas foi bacana a fala dele também (só vi até começarem as perguntas via Twitter, depois fui embora)… Mesmo no finalzinho da energia, guardei uma frase bacanuda dele: “Não adianta você querer repetir o sucesso dos outros, porque já tem o sucesso dos outros!”.

É isso, gente… foi uma tarde agradabilíssima e que agora está sendo digerida por mim para que eu possa fazer algo com isso tudo… e vou fazer, quem viver verá!

Wyz, o primeiro jogo digital desenvolvido para auxiliar crianças surdas no aprendizado da Língua portuguesa

Em Fevereiro de 2015 foi lançado o Wyz, o primeiro jogo digital desenvolvido especialmente para auxiliar crianças surdas no aprendizado da Língua portuguesa. No jogo, através de histórias e desafios as crianças aprendem a Língua portuguesa, reforçam seus conhecimentos em Libras e se divertem!

A aventura conta com três ambientes diferenciados e 30 fases. Nelas as crianças precisam resolver os puzzles, formando corretamente as palavras, para superar os desafios.

Para entender melhor o funcionamento do jogo, realizei uma entrevista com a idealizadora do projeto, Patrícia Leite, e você pode ler na íntegra:

 Patrícia, como surgiu a ideia do jogo?

Quando eu estava na graduação e participava de um grupo de estudos sobre desenvolvimento de jogos surgiu a ideia de fazer um jogo para crianças surdas. Porém, infelizmente neste período o projeto não foi adiante e ano passado ao ingressar no BEPiD (BEPiD é um programa de universidades em parceria com a Apple para formar desenvolvedores especialistas em iOS, que é o sistema dos dispositivos deles) surgiu a oportunidade de realmente fazer o projeto acontecer e isso foi somado à vontade de fazer algo para que as crianças surdas sentissem que foi feito especialmente pra elas e não uma adaptação de algo feito para ouvintes.

– Quais as principais dificuldades enfrentadas no desenvolvimento do projeto?

Antes de começar a produção efetiva do jogo passei algumas semanas pesquisando sobre o tema para ter uma ideia do que ele realmente precisava para atender ao público. Com isso percebemos a necessidade do auxílio de um especialista na área e foi aí que encontramos a professora Sueli Fernandes que é especialista em educação de Surdos. A partir disso, nosso segundo problema foi realmente incluir o conteúdo pedagógico necessário para a aprendizagem da criança no jogo, e foi resolvido através de diversas conversas com a professora Sueli que nos ajudou a identificar o que era essencial como conteúdo pedagógico e assim conseguimos montar as mecânicas do jogo, pois apesar de necessitar da parte educacional, ele precisa ser divertido para a criança. O terceiro principal problema foi a parte de conseguir um intérprete para fazer os vídeos necessários ao jogo, que foi solucionado graças ao apoio do BEPiD. Até a finalização do jogo no estágio que ele está agora, foram esses nossos principais problemas, depois do lançamento que vieram outros.

– Você contou com uma equipe no desenvolvimento do jogo? Quem são?

Além do apoio da professora Sueli, trabalharam efetivamente no projeto o Eduardo Stumpf que fez a maior parte da arte do jogo e a Nicole Ribeiro que fez a parte de layout. Outras pessoas também colaboraram, mas a equipe principal foi formada por esses dois últimos e pelo meu trabalho na programação.

– Se uma pessoa tiver uma ideia de um jogo e quiser desenvolver, pode procurar vocês? Como ela consegue localizá-los?

Estamos aceitando pedidos de jogos sim. As pessoas podem entrar em contato conosco através do site, email ou Facebook.

– Você considera que o jogo está finalizado ou precisa de mais ajustes? Quais são os próximos passos?

 Na verdade nunca vemos o jogo como acabado  😉 Queremos sempre modificar algo e deixá-lo o melhor possível para a criança, mas isso no momento depende muito do feedback dos usuários e interessados, o que não tem ocorrido com muita frequência. Atualmente estamos buscando testar o jogo com mais crianças para ter certeza que ele está bom o suficiente pra elas e planejamos fazer uma versão para Android para o próximo ano, apesar de recebermos muitas perguntas sobre se o jogo será lançado para PC.

– Alguma ideia de novos jogos? Como pretende dar prosseguimento nesta área?

Ideias temos várias 😀 e estamos trabalhando atualmente em um jogo para educação infantil na área de matemática, além de continuar com eventuais ajustes no Wyz. Hoje, infelizmente para continuarmos o Wyz precisamos de apoio, mas enquanto isso não existe trabalhamos para deixar o jogo o melhor possível.

Wyz está disponível gratuitamente na App Store para iPad através do link.